Doenças da tireoide

 A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço que produz hormônios fundamentais para a regulação do metabolismo e para o funcionamento de diversos órgãos. Alterações da tireoide estão entre as condições mais frequentes acompanhadas pelo endocrinologista e podem ocorrer de diferentes formas. Hipotireoidismo, hipertireoidismo, tireoidite de Hashimoto, doença de Graves, nódulos tireoidianos e câncer de tireoide são alguns dos principais exemplos. Embora algumas doenças produzam sintomas característicos, muitas alterações tireoidianas são descobertas por meio de exames laboratoriais ou ultrassonografia antes mesmo de provocarem manifestações importantes. O tratamento depende do tipo de alteração. Algumas condições exigem reposição hormonal; outras podem necessitar de medicamentos que reduzam a produção dos hormônios tireoidianos, investigação de nódulos, cirurgia ou simplesmente acompanhamento periódico. Por isso, encontrar uma alteração em um exame de tireoide não significa necessariamente que seja necessário iniciar um tratamento.

Para que serve a tireoide?

A tireoide produz principalmente os hormônios T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina). Sua atividade é regulada pelo TSH, hormônio produzido pela hipófise. Quando a produção de hormônios tireoidianos diminui, o TSH geralmente aumenta para estimular a glândula. Quando existe excesso de hormônios tireoidianos, o TSH tende a diminuir. Esse sistema de regulação explica por que o TSH é um dos principais exames utilizados para avaliar a função da tireoide. Os hormônios tireoidianos participam da regulação do gasto energético, temperatura corporal, frequência cardíaca, funcionamento intestinal e de diversas outras funções. Entretanto, isso não significa que qualquer sintoma relacionado ao metabolismo seja necessariamente provocado pela tireoide.

Quais são as principais doenças da tireoide?

As alterações tireoidianas podem afetar tanto a função quanto a estrutura da glândula. Entre as condições mais frequentes estão: hipotireoidismo; tireoidite de Hashimoto; hipertireoidismo; doença de Graves; nódulos da tireoide; bócio; tireoidites; câncer de tireoide. Uma pessoa também pode apresentar simultaneamente uma alteração estrutural e uma alteração funcional. Por exemplo, um paciente pode ter nódulos tireoidianos e função hormonal completamente normal. Por isso, exames de sangue e ultrassonografia respondem a perguntas diferentes e não são necessariamente solicitados para todas as pessoas.

Quais exames avaliam a função da tireoide?

O TSH é geralmente o principal exame inicial para avaliação da função tireoidiana. Dependendo do resultado e da situação clínica, pode ser necessário avaliar também T4 livre e, em contextos específicos, T3. Anticorpos tireoidianos podem ser úteis quando existe suspeita de doença autoimune. Entre eles estão o anticorpo antiperoxidase tireoidiana (anti-TPO), frequentemente associado à tireoidite de Hashimoto, e o anticorpo contra o receptor do TSH (TRAb), particularmente útil na investigação e acompanhamento de determinados casos de doença de Graves. A solicitação dos exames deve ser direcionada pela situação clínica. Realizar grandes painéis hormonais repetidamente não necessariamente melhora o diagnóstico ou o acompanhamento.

O que é hipotireoidismo?

O hipotireoidismo ocorre quando a produção de hormônios tireoidianos é insuficiente para as necessidades do organismo. Na forma primária, que corresponde à grande maioria dos casos, o problema está na própria tireoide. Tipicamente, o TSH encontra-se elevado e, quando o hipotireoidismo é manifesto, o T4 livre está reduzido. Quando o TSH está elevado, mas o T4 livre permanece normal, utiliza-se o termo hipotireoidismo subclínico. Essa distinção é importante porque nem todo paciente com uma pequena elevação do TSH precisa iniciar imediatamente reposição hormonal.

Quais são os sintomas do hipotireoidismo?

O hipotireoidismo pode provocar: cansaço; sonolência; intolerância ao frio; constipação; pele seca; alterações menstruais; redução da frequência cardíaca em alguns casos; aumento de peso; alterações de memória e concentração; alterações do colesterol. Entretanto, praticamente todos esses sintomas são inespecíficos. Cansaço, dificuldade para perder peso, queda de cabelo e indisposição são extremamente frequentes na população e podem ocorrer em pessoas com função tireoidiana completamente normal. Por isso, o diagnóstico de hipotireoidismo deve ser estabelecido por meio da avaliação clínica associada aos exames laboratoriais apropriados.

Hipotireoidismo causa ganho de peso?

Pode contribuir, mas o efeito costuma ser menor do que muitas pessoas imaginam. O hipotireoidismo manifesto pode reduzir o gasto energético e favorecer algum aumento de peso, parte do qual pode estar relacionada à retenção de líquidos. Entretanto, obesidade ou grandes aumentos de peso raramente são explicados exclusivamente pelo hipotireoidismo. Quando o tratamento normaliza os níveis hormonais, não se espera necessariamente uma grande perda de peso. Se uma pessoa permanece com dificuldade para emagrecer apesar de apresentar função tireoidiana adequadamente controlada, outros fatores relacionados ao peso precisam ser considerados.

O que é tireoidite de Hashimoto?

A tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico reconhece componentes da tireoide e produz uma resposta contra a glândula. É uma das causas mais frequentes de hipotireoidismo. Anticorpos como o anti-TPO podem estar elevados, mas a presença de anticorpos não significa necessariamente que a tireoide já tenha perdido sua capacidade de produzir hormônios. Uma pessoa pode apresentar tireoidite autoimune e permanecer com TSH e T4 livre normais por muitos anos. Nessa situação, geralmente não existe indicação de iniciar levotiroxina apenas para reduzir os níveis de anticorpos. O acompanhamento da função tireoidiana é mais importante do que tentar “normalizar” os títulos de anticorpos.

Existe uma dieta específica para Hashimoto?

Não existe uma dieta universal capaz de curar a tireoidite de Hashimoto ou eliminar de maneira comprovada o processo autoimune. Uma alimentação nutricionalmente adequada faz parte dos cuidados gerais de saúde, mas restrições alimentares extensas não devem ser adotadas automaticamente apenas porque uma pessoa apresenta anticorpos tireoidianos positivos. Dietas sem glúten, por exemplo, possuem indicação clara na doença celíaca, mas não devem ser prescritas indiscriminadamente para todas as pessoas com Hashimoto. Da mesma forma, suplementos de iodo em excesso podem ser prejudiciais para determinadas doenças da tireoide. Suplementação deve ser indicada quando existe necessidade clínica ou nutricional específica, e não simplesmente porque existe autoimunidade tireoidiana.

Como é tratado o hipotireoidismo?

Quando existe indicação de reposição hormonal, o tratamento padrão é realizado com levotiroxina, uma forma sintética do hormônio T4. A dose é individualizada de acordo com fatores como peso, idade, função cardíaca, causa e intensidade do hipotireoidismo, gestação e outras condições clínicas. Depois de iniciar ou modificar a dose, geralmente é necessário aguardar algumas semanas antes de repetir o TSH, pois o eixo hormonal precisa de tempo para atingir um novo equilíbrio. Uma vez estabelecida uma dose adequada, o acompanhamento pode ser realizado em intervalos maiores. O objetivo é manter a função tireoidiana em faixa apropriada sem provocar deficiência ou excesso de hormônio.

Como tomar levotiroxina corretamente?

A absorção da levotiroxina pode ser influenciada por alimentos, suplementos e outros medicamentos. Por isso, é importante utilizá-la de maneira consistente. Tradicionalmente, a levotiroxina é tomada em jejum, com água, aguardando-se um período antes da alimentação. Outra possibilidade para determinados pacientes é a administração à noite, desde que exista intervalo adequado após a última refeição. Ferro, cálcio e alguns outros medicamentos ou suplementos podem reduzir sua absorção e frequentemente precisam ser utilizados em horários separados. Mais importante do que seguir uma rotina excessivamente complexa é manter uma forma de administração consistente e ajustar a dose com base nos resultados obtidos nessa rotina.

T3 deve ser usado no tratamento do hipotireoidismo?

Para a maioria dos pacientes, a levotiroxina isolada permanece o tratamento padrão. O organismo converte T4 em T3 de acordo com as necessidades dos tecidos, e a maior parte das pessoas apresenta boa resposta clínica e laboratorial com levotiroxina. Uma parcela dos pacientes relata sintomas persistentes apesar de TSH adequadamente controlado. Nesses casos, antes de atribuir os sintomas à falta de T3, é importante investigar outras causas frequentes de cansaço, alterações de humor, sono, peso e qualidade de vida. O uso combinado de T4 e T3 não demonstrou superioridade consistente para a população geral com hipotireoidismo. Em situações selecionadas, uma tentativa terapêutica cuidadosamente acompanhada pode ser discutida, mas não corresponde ao tratamento de rotina e exige atenção para evitar excesso hormonal.

O que é hipertireoidismo?

O hipertireoidismo ocorre quando a tireoide produz hormônios em excesso. Entre suas causas estão doença de Graves, nódulos tireoidianos hiperfuncionantes e bócio multinodular tóxico. É importante diferenciar hipertireoidismo de tireotoxicose. Tireotoxicose significa que existe excesso de hormônios tireoidianos circulantes, mas nem sempre isso ocorre porque a glândula está produzindo mais hormônio. Algumas tireoidites, por exemplo, podem liberar temporariamente hormônios previamente armazenados. Essa diferença modifica o tratamento.

Quais são os sintomas do hipertireoidismo?

O excesso de hormônios tireoidianos pode provocar: palpitações; aumento da frequência cardíaca; tremores; ansiedade ou agitação; intolerância ao calor; aumento da sudorese; perda de peso apesar de apetite preservado ou aumentado; fraqueza muscular; aumento da frequência das evacuações; alterações menstruais; dificuldade para dormir. Em pessoas mais idosas, a apresentação pode ser menos típica. O hipertireoidismo também pode aumentar o risco de arritmias, especialmente fibrilação atrial, e contribuir para perda de massa óssea quando permanece inadequadamente tratado.

O que é doença de Graves?

A doença de Graves é uma condição autoimune e uma das principais causas de hipertireoidismo. Nela, anticorpos estimulam o receptor do TSH, fazendo com que a tireoide produza hormônios em excesso. Além das manifestações do hipertireoidismo, algumas pessoas podem desenvolver alterações oculares relacionadas à doença de Graves. O TRAb pode auxiliar no diagnóstico e também fornecer informações úteis em determinadas fases do acompanhamento. O tratamento pode envolver medicamentos antitireoidianos, radioiodoterapia ou cirurgia, dependendo das características do paciente e da doença. Não existe uma única opção ideal para todos os casos.

Como é tratado o hipertireoidismo?

O tratamento depende da causa. Na doença de Graves, medicamentos antitireoidianos podem reduzir a produção de hormônios e são frequentemente utilizados como tratamento inicial. Em determinados pacientes, radioiodoterapia ou cirurgia podem ser opções apropriadas. Nódulos autônomos e bócio multinodular tóxico possuem características diferentes da doença de Graves e frequentemente exigem estratégias próprias. Já algumas formas de tireoidite apresentam excesso hormonal transitório por liberação dos hormônios armazenados, situação na qual medicamentos antitireoidianos podem não trazer benefício. Identificar corretamente a causa da tireotoxicose é, portanto, essencial antes de definir o tratamento.

O que são nódulos da tireoide?

Nódulos tireoidianos são extremamente comuns, especialmente com o aumento da idade e com o uso disseminado da ultrassonografia. A grande maioria é benigna. Encontrar um nódulo não significa ter câncer e também não significa que seja necessário realizar uma punção. A avaliação considera características ultrassonográficas, tamanho do nódulo, evolução ao longo do tempo, histórico clínico e, quando pertinente, fatores de risco individuais. Sistemas padronizados de classificação ultrassonográfica ajudam a estimar o risco e determinar quando a punção aspirativa por agulha fina pode ser indicada.

Todo nódulo precisa de punção?

Não. A decisão de realizar punção depende principalmente das características ultrassonográficas e do tamanho do nódulo. Nódulos pequenos e de baixo risco frequentemente podem ser apenas acompanhados. Por outro lado, determinadas características ultrassonográficas aumentam a suspeição e podem justificar investigação citológica quando os critérios de tamanho são atingidos. Evitar punções desnecessárias é tão importante quanto investigar adequadamente os nódulos que apresentam características suspeitas.

O que significa Bethesda na punção da tireoide?

Quando um nódulo é submetido à punção aspirativa por agulha fina, o material coletado é analisado por um patologista. O sistema Bethesda padroniza os resultados citológicos em categorias que refletem diferentes probabilidades de malignidade e orientam a conduta subsequente. Um resultado benigno geralmente permite acompanhamento, enquanto resultados indeterminados ou suspeitos podem exigir nova punção, testes complementares ou avaliação cirúrgica, dependendo do contexto. A categoria Bethesda não deve ser interpretada isoladamente. Ela precisa ser integrada às características do ultrassom, tamanho do nódulo e história clínica.

Nódulos da tireoide podem produzir hormônios?

Alguns podem. Quando o TSH está reduzido em uma pessoa com nódulo tireoidiano, pode ser necessário investigar se esse nódulo produz hormônios de maneira autônoma. A cintilografia da tireoide pode ser útil nesse contexto. Nódulos hiperfuncionantes apresentam probabilidade de malignidade diferente dos nódulos não funcionantes e sua abordagem também pode ser diferente. Por isso, a avaliação funcional e estrutural da tireoide deve ser integrada. 

O que é câncer de tireoide?

Existem diferentes tipos de câncer de tireoide. Os carcinomas diferenciados, especialmente o carcinoma papilífero, correspondem à maior parte dos casos e geralmente apresentam prognóstico muito favorável quando adequadamente tratados. A abordagem contemporânea procura adaptar a intensidade do tratamento ao risco de cada tumor. Isso é importante porque nem todos os cânceres de tireoide possuem o mesmo comportamento. Dependendo do tamanho, características, extensão da doença e perfil do paciente, o tratamento pode envolver cirurgia e, em determinados casos, radioiodoterapia e outras estratégias. O acompanhamento posterior também é individualizado de acordo com o risco e a resposta ao tratamento.

Todo câncer de tireoide precisa de tratamento agressivo?

Não. A compreensão do câncer diferenciado da tireoide mudou significativamente nas últimas décadas. Atualmente, procura-se evitar tanto o tratamento insuficiente de doenças de maior risco quanto o tratamento excessivo de tumores de comportamento muito favorável. Em pacientes cuidadosamente selecionados com determinados microcarcinomas papilíferos de muito baixo risco, por exemplo, a vigilância ativa pode ser uma alternativa à cirurgia imediata em centros e contextos apropriados. Quando a cirurgia é indicada, sua extensão também pode variar conforme as características do tumor. A estratégia deve ser definida individualmente.

Como é o acompanhamento depois do câncer de tireoide?

O acompanhamento depende do tipo de câncer, extensão inicial da doença, tratamento realizado e resposta ao tratamento. Nos carcinomas diferenciados, podem ser utilizados exames como tireoglobulina, anticorpos antitireoglobulina e ultrassonografia cervical, além de TSH e outros exames conforme o contexto. A necessidade de manter o TSH mais baixo também é individualizada. Pacientes com maior risco de recorrência podem se beneficiar de maior supressão do TSH, enquanto pacientes de baixo risco e com excelente resposta ao tratamento frequentemente não necessitam de supressão intensa por longos períodos. Essa individualização ajuda a equilibrar os potenciais benefícios com os efeitos adversos do excesso de hormônio tireoidiano, especialmente sobre coração e ossos.

O que é tireoidite?

Tireoidite significa inflamação da tireoide e pode ocorrer por diferentes mecanismos. Existem formas autoimunes, como a tireoidite de Hashimoto, e formas transitórias, como determinadas tireoidites subagudas ou pós-parto. Algumas tireoidites podem apresentar inicialmente uma fase de tireotoxicose, seguida de hipotireoidismo temporário e posterior recuperação. Outras evoluem para hipotireoidismo permanente. Por isso, o termo “tireoidite” não representa uma única doença e o tratamento depende da causa e da fase em que o paciente se encontra.

Tireoide e gestação exigem cuidados diferentes?

Sim. Os hormônios tireoidianos são importantes durante a gestação, e as faixas de referência e metas terapêuticas podem ser diferentes das utilizadas fora desse período. Mulheres com hipotireoidismo em tratamento frequentemente necessitam ajuste da dose de levotiroxina durante a gestação e acompanhamento laboratorial mais próximo. A presença de doença de Graves também exige planejamento específico, porque tanto a doença quanto alguns tratamentos podem interferir na gestação e no feto. Mulheres com doença tireoidiana conhecida que pretendem engravidar podem se beneficiar de uma avaliação antes da concepção.

Biotina pode interferir nos exames da tireoide?

Sim. Doses elevadas de biotina presentes em alguns suplementos para cabelo e unhas podem interferir em determinadas metodologias laboratoriais. Essa interferência pode produzir resultados que simulam alterações da função tireoidiana, dependendo do método utilizado. Por isso, é importante informar ao médico e ao laboratório sobre o uso de suplementos antes da realização dos exames. Resultados laboratoriais incompatíveis com o quadro clínico também devem levantar a possibilidade de interferências analíticas.

É possível ter sintomas de tireoide com TSH normal?

Sintomas frequentemente atribuídos à tireoide, como cansaço, queda de cabelo, dificuldade para emagrecer, alterações de humor e redução da disposição, podem ocorrer com função tireoidiana normal. Quando TSH e demais exames apropriados demonstram função tireoidiana normal, insistir em aumentar hormônios tireoidianos para tratar sintomas inespecíficos pode produzir excesso hormonal sem resolver a verdadeira causa do problema. Nessas situações, é importante ampliar a investigação para outras possibilidades. A função do endocrinologista não é apenas identificar doenças hormonais, mas também reconhecer quando os sintomas provavelmente não são explicados por uma alteração endócrina.

Como é feita a avaliação das doenças da tireoide?

A investigação é individualizada de acordo com o problema apresentado. Em alterações funcionais, TSH e T4 livre frequentemente constituem a base da avaliação, com outros exames acrescentados quando necessários. Em alterações estruturais, a ultrassonografia pode fornecer informações sobre tamanho da glândula, presença e características de nódulos e linfonodos cervicais. Anticorpos, cintilografia, punção aspirativa e exames de imagem adicionais são utilizados apenas quando existe indicação. O objetivo não é solicitar o maior número possível de exames, mas selecionar aqueles capazes de responder às perguntas clínicas relevantes.

Tratamento das doenças da tireoide em Florianópolis e Santo Amaro da Imperatriz

Realizo acompanhamento endocrinológico em Florianópolis e Santo Amaro da Imperatriz para pacientes com hipotireoidismo, tireoidite de Hashimoto, hipertireoidismo, doença de Graves, nódulos tireoidianos, bócio e outras alterações da tireoide. Também realizo acompanhamento endocrinológico de pacientes com câncer diferenciado da tireoide após o tratamento inicial, incluindo avaliação da reposição de levotiroxina, metas de TSH e exames de seguimento conforme o risco e a resposta ao tratamento. A avaliação procura integrar sintomas, exame físico, função hormonal e características estruturais da tireoide. Quando existe indicação de tratamento, a estratégia é individualizada de acordo com o diagnóstico, idade, doenças associadas, medicamentos em uso e características de cada paciente. O objetivo é tratar alterações clinicamente relevantes sem medicalizar sintomas inespecíficos ou achados incidentais que não necessitem de intervenção.

Quando procurar um endocrinologista para avaliar a tireoide?

A avaliação endocrinológica pode ser útil diante de alterações de TSH ou T4 livre, diagnóstico de hipotireoidismo ou hipertireoidismo, anticorpos tireoidianos positivos, presença de nódulos ou bócio, alterações em ultrassonografia, suspeita de doença de Graves ou necessidade de acompanhamento após tratamento de câncer de tireoide. Também é apropriada quando existem dúvidas sobre a necessidade ou a dose da levotiroxina, resultados laboratoriais discordantes ou sintomas que levantem a possibilidade de uma alteração hormonal. Nem toda alteração da tireoide precisa ser tratada, e nem todo sintoma atribuído à tireoide é causado por ela. Uma avaliação adequada permite diferenciar essas situações e estabelecer um acompanhamento proporcional ao risco e às necessidades de cada paciente.

Dr. Tiago Suassuna
Endocrinologista
CRM-SC 29400 | RQE 21653

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